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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Prefeito Zucchi ressalta importância da operação Hígia para investigação da saúde pública

Nesta terça-feira, dia 18, o prefeito de Pato Branco, Augustinho Zucchi, concedeu entrevista coletiva para se pronunciar em relação à operação Hígia, que está sendo realizada pela Polícia Civil em algumas cidades do Sudoeste do Paraná e investiga indícios de irregularidades da saúde pública. Na operação realizada nesta segunda-feira, dia 18, três secretários municipais foram ouvidos e um deles, o secretário municipal de Administração e Finanças, Vanderlei José Crestani, teve a prisão temporária decretada, em cinco dias. Servidores municipais e ex-funcionários também estão sendo investigados.


No dia 11 de agosto, o prefeito Augustinho Zucchi anunciou a abertura de Processo Administrativo Disciplinar para investigar possíveis irregularidades funcionais na Secretaria Municipal de Saúde, no que refere-se a aquisição e entrega de medicamentos e de materiais médico hospitalares. Na ocasião, a secretária de Saúde, Antonieta Chioquetta, gestora dos contratos na Saúde, e a diretora do Departamento de Controle Administrativo, Financeiro e Infraestrutura, Nadiely de Oliveira da Silva, foram exoneradas. Também foi decretado, na oportunidade, o afastamento de um funcionário que atuava junto ao recebimento e distribuição de medicamentos.

“Vamos arrumar essas questões e seguiremos em frente para reestruturar a saúde, que melhorou consideravelmente no atendimento à população nos últimos anos, mas isso não anula alguns indícios de irregularidades, que são graves e, por isso, estão sendo investigados”, ressaltou o prefeito.

Na coletiva realizada nesta terça-feira (19), Zucchi ressaltou que a população está atônica em virtude da proporção da operação. “Eu também não tinha essa dimensão. Quando instalamos a comissão de sindicância, foi pelos fatos que chegaram ao meu conhecimento. Não sou conivente e jamais serei omisso. Respeito a investigação, aguardo a decisão para ver o que o município pode responder. Se houve crime, cada um responderá pelos seus atos”, mencionou.
Zucchi ressaltou a importância das investigações, lembrando que desde a instauração da sindicância, em agosto, outros funcionários foram afastados. “Quando montei a equipe, montei uma equipe sem interferência política, com critérios técnicos. Eu confiava nessa equipe. Quando essa equipe perdeu a minha confiança, comecei a demitir. Temos a obrigação de corrigir essas questões, pois não temos o compromisso com o erro”, frisou.

Contudo, o prefeito ressalta que a cidade não pode parar, tampouco deixar de dar prosseguimento aos projetos que estão em andamento. “Essas questões devem ser investigadas, mas não podemos parar o município, nem perder o foco. Pato Branco continuará sendo orgulho para o Brasil, até nesse caso, pois aqui não seremos coniventes”, destacou.

Durante a operação desta segunda-feira (18), a secretária municipal de Assistência Social, Anne Gomes e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Braun Sobrinho, prestaram depoimento na 5ª SDP. Por determinação judicial, Braun está afastado da Administração Municipal por 30 dias.

“Anne e Braun têm minha total e absoluta confiança, pois não há algo sobre eles que desabone a administração pública. Respeitamos a decisão judicial de que Braun seja afastado durante os próximos 30 dias, mas espero que esse período passe rápido, para que ele possa retornar e continuar trabalhando com a mesma firmeza e mesma hombridade de sempre, dando continuidade à revitalização do nosso aeroporto”, enalteceu Zucchi.

Entre os funcionários investigados está o diretor do Departamento de Iluminação Pública, Ademir Maximino Vendruscolo, funcionário de carreira e cargo em comissão, que foi exonerado do cargo e, por meio de portaria, será investigado também por sindicância instaurada pela Prefeitura. Zucchi também anunciou a exoneração do secretário Vanderlei José Crestani e lamentou a situação: “Conheci na minha vida poucas pessoas com tamanha capacidade, pois Crestani sempre demonstrou conhecimento técnico e capacidade. Por ser secretário de Administração e Finanças, recai sobre ele a administração pública da Prefeitura, por isso está sendo investigado. Diante da situação, usando o mesmo critério que usei quando demiti a Antonieta, estou o exonerando também”, disse Zucchi.

Posição do prefeito
Em coletiva de imprensa realizada pela Polícia Civil na tarde de segunda-feira (18), o delegado Niomar Manfrin evidenciou que as investigações não apontam o envolvimento do prefeito Augustinho Zucchi. Segundo o delegado: “em relação à Secretaria Municipal de Saúde de Pato Branco, a investigação ocorre em segredo de Justiça. Mas quero salientar que, desde já, não temos absolutamente nada que indique a participação do prefeito municipal. Inclusive, há aproximadamente um mês atrás, ele acabou acelerando as investigações, exonerando a secretária de Saúde e uma servidora. Como eu disse, isso acabou demonstrando a boa índole do prefeito e, por enquanto, não há nenhum indício sequer que ele esteja envolvido nos fatos”, disse o delegado.

Vereador investigado
Em relação ao vereador Marco Pozza, que está sendo investigado na operação Hígia, o presidente em exercício da Câmara de Vereadores de Pato Branco, Rodrigo Correia (Chopim), explicou que o Legislativo aguardará o julgamento e o parecer do judiciário, para então acionar o Regime Interno da Câmara Municipal.
“Até o momento, não há nenhuma denúncia formalizada na secretaria da Câmara e não podemos tomar nenhuma decisão precipitada antes da decisão judicial. Lamentamos a situação do colega, também porque nunca antes, na história do Legislativo de Pato Branco, tivemos um vereador preso, esta é a primeira vez”, avaliou Chopim.

Texto e foto: Assessoria


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