Ads 468x60px

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Presidente do Ciruspar se pronuncia sobre a greve dos servidores do SAMU

Diante da greve de servidores do Samu 192 Sudoeste do Paraná iniciada às 19h  desta terça-feira (5), o presidente do Ciruspar Hélio Alves, que administra o serviço, vem a público nesta quarta-feira (6) se manifestar. Confira:


"É de conhecimento popular que os servidores do Samu 192 Sudoeste do Paraná estão aderindo ao movimento grevista, proposto pelos sindicatos das categorias. Mesmo com alguns servidores tendo votado contrário à greve nas assembleias, como o Sindicato de Dois Vizinhos, os demais sindicatos optaram pela greve, o que anulou as propostas feitas pelo Ciruspar abaixo descritas. A partir das 19h deste 5 de julho, alguns condutores socorristas e técnicos de enfermagem socorristas, paralisaram. 

O consórcio reconhece o direito à greve, mas não consegue compor, junto com os sindicatos, uma proposta de paralisação. Entendemos que Greve no Samu, num serviço que é essencial e inadiável, é um contra-senso e não condiz com o cargo daqueles que optarem por se empregar em Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. 

O Ciruspar, que administra o Samu 192 Sudoeste do Paraná, reforça que a Central de Regulação permanece funcionando normalmente, inclusive com médicos. Salienta-se que as equipes de UTIs móveis estão em funcionamento normal e que as equipes de suporte básico, que aderiram à greve, seguem planilha estabelecida pelos sindicatos, que deve obedecer, pelo menos aos 50% de efetivo estabelecido pelo Tribunal Regional do Trabalho-PR, na audiência realizada entre as partes dia 28 de junho, em Curitiba. 

A Central de Regulação, além do direcionamento das ambulâncias do Samu 192 em atividade, está contando com o apoio dos municípios, bem como as equipes do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. 

Diferente do que se tem visto eventualmente na mídia, quando alguns representantes da categoria se manifestam afirmando que não foram procurados, o Ciruspar esteve sim realizando propostas e o diálogo esteve sempre aberto com os sindicatos. 

Tratativas com Sintropab, Sitrofab, Sintrodov e Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos em Saúde de Pato Branco e Francisco Beltrão têm sido constantemente realizadas. Mesmo sem nenhum novo aporte de recursos, o Ciruspar fez as seguintes propostas na manhã de sábado, 2 de julho para buscar a conciliação e evitar a greve: 

1- As cláusulas do acordo coletivo de natureza social se mantém aprovadas, bem como o compromisso de realizar efetivas melhorias estruturais nas Bases Descentralizadas.

 2- Atender de imediato, a partir desta data, a reivindicação de auxílio-alimentação, no valor de R$ 250,00 para todos os funcionários. 

3- Garantia da inclusão nas leis orçamentárias de 2017, dos valores propostos para realinhamento e definição do piso das seguintes categorias na data base de 2017:

- Condutores socorristas - piso de R$ 1.400,00 (com incorporação do abono); 

- Técnico de enfermagem socorrista - piso de R$ 1.400,00; 

4- Compromisso de buscar os recursos necessários para atender ao realinhamento salarial às demais categorias apresentadas. 

5- Compromisso de buscar aumento de receitas que garanta a manutenção do serviço e os direitos dos funcionários.

Contudo, de acordo com o Ofício 102 enviado pelo Ciruspar, se fosse desencadeado o movimento grevista, essas propostas seriam sem efeito.

O Ciruspar reforça que os salários de todos os seus servidores está sendo pago em dia, mantendo-se sem dívidas com fornecedores e fazendo uma gestão responsável. Foi repassado sim 11,08% de reposição salarial relativo ao INPC a remuneração do quadro de servidores. Reajuste este absorvido sem nenhum novo aporte de recursos. 

Atualmente o salário base dos condutores socoristas e técnicos de enfermagem é de R$ 1.209,62, somados a este, há o auxílio alimentação de R$ 239,22, mais R$ 176,00 de insalubridade, o adicional noturno e o sobreaviso intrajornada. A categoria dos condutores socorristas conta ainda com R$ 133,29 de abono salarial. A carga horária das duas categorias é de 30 horas semanais, em jornada de trabalho de 12/60horas. 

Estamos atualmente trabalhando com R$ 150 mil de déficit mensal, somando receitas e custo apropriado. Esta diferença tem sido paga com reservas de pagamentos retroativos. Mas se não houver aumento de receitas, será impossível suportar as condições que o sindicato apresenta. O Ciruspar tem dialogado com o Secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, o qual tem se colocado à disposição para auxiliar dentro da legalidade; e está ainda tentando agendar uma audiência com o Ministério da Saúde para rever a Portaria nº1473/13 que desde 2013 não foi reajustada.

 O consórcio está preocupado com a parte da população desassistida. A luta é válida, mas se pede discernimento nos caminhos pelos quais se busca para atingir objetivos. Se alguém deixar de ser atendido por motivo de greve, cada qual deve ser capaz de mensurar as consequências e responsabilidades que possui. A população não pode ser prejudicada, de forma alguma." 

Fonte: Assessoria 

0 comentários:

Postar um comentário

 
© VEJA PATO BRANCO - O Site Da Nossa Terra - 2013. Todos os direitos reservados.
Criado por: Rede Tech Informática.

Exibir mapa ampliado